A energia das marcas

As marcas têm um look & feel.

Ou seja. Uma aparência e um “sentir” a marca.

Ambos se complementam. Mas uma marca com uma boa imagem, vale por isso. Pela imagem. É bonita. Tem uma boa aparência. Chama a atenção. Mas muitos dos empresários caiem no erro de trabalhar somente a identidade visual e dizer que têm uma marca. Que o resto, os conteúdos, “ninguém lê”.

Tem que existir conteúdo para além da imagem. Se uma marca conta somente com o look e esquece o feel, corre o risco de não se diferenciar. Porque mantém muito provavelmente o mesmo discurso da concorrência nos produtos ou serviços que promove. Comunica de uma forma igual ou semelhante. Não se destaca, não sobressai. A imagem é importante. Mas será que é o mais valorizado?

Não sejamos preconceituosos. O que nos distingue mais, a nós, pessoas, é o nosso caráter. Não é o nosso look. É a nossa forma de estar. Os nossos valores e personalidade. A forma como nos relacionamos com os outros. Como comunicamos e transmitimos uma “energia” às outras pessoas. Seja uma “energia” positiva, de competência, de cordialidade, de extroversão, criativa, irreverente, de independência e liberdade, etc.

Tal como nas marcas. É essa “energia” que tem que ser transmitida pela marca, de acordo com o que a empresa é e pretende ser. A voz e o estilo de comunicação da marca, quando bem definidos, conseguem comunicar personalidade. Comunicar emoção, um feel. É essa “energia” própria da marca, que constrói relações. É essa “energia” que todas as marcas devem procurar para envolver as pessoas.

Quando só sobressai a imagem, não há diferenciação. Apenas se distingue a aparência. É como ter dois carros iguais com cores diferentes. Não me interpretem mal. É certo que vivemos num mundo visual. Em que a preocupação com ser ou não bonito tem o seu papel. Mas, como dizer … vou ao cliché:

A essência, no que se diz e como diz, é mais que a imagem.